Conheça os tipos de estacas e suas aplicações
- Gabriel Sammour
- 18 de jul.
- 5 min de leitura
Atualizado: 22 de out.
A fundação representa um dos elementos mais importantes na construção de qualquer fundação. Em obras de maior porte é comum a necessidade de execução de fundações profundas. Nesse contexto, aparem como soluções as estacas. Por isso, entender como funcionam e onde, cada tipo de estaca se aplica evita erros que comprometem a segurança da estrutura.
Neste conteúdo, você encontrará informações essenciais para identificar as estacas mais adequadas ao seu projeto.
Ao longo da leitura, explicamos o que considerar antes da escolha, quais os principais modelos utilizados e quando usar cada um deles.
Além disso, mostramos como, cada morfologia, cada tipo de solo, e cada detalhe, como por exemplo, o porte da obra e as condições de topografia do terreno influenciam diretamente na decisão final.
Também apresentamos os principais testes técnicos que validam uma escolha segura e eficiente, com destaque para os ensaios aplicados na etapa inicial da obra.
Tudo isso de forma clara, objetiva e conectada com a prática da engenharia geotécnica.
Se você busca construir com segurança, reduzir imprevistos e otimizar custos, este post traz o que precisa saber para planejar a fundação com responsabilidade. Continue lendo e entenda como garantir um projeto estável desde a base.
Como definir o tipo de estaca ideal para uma obra

Antes de escolher qualquer fundação, o engenheiro precisa conhecer bem o solo onde a estrutura será construída.
Essa etapa inicial exige estudos: no brasil, o ensaio mais difundido e utilizado é a sondagem, do tipo SPT, que revela a profundidade das camadas, caracteriza o tipo de material, apresenta em qual cota o estudo foi realizado e informações cruciais como a presença de água e resistência a percussão do terreno.
Com esses dados em mãos, a equipe técnica consegue avaliar considerando informações técnicas, qual a melhor solução sem deixar de lado aspectos logisticos, financeiros e de viabilidade técnica.
Além do solo, a carga total da estrutura e o tipo de utilização do imóvel também influenciam na escolha. Um prédio comercial, por exemplo, pode exigir esforços diferentes de prédios industriais que focam muitas vezes no armazenamento de grandes cargas.
Por isso, cada projeto pede uma análise individual e detalhada. Outro ponto essencial envolve o ambiente ao redor.
Áreas urbanas, com construções vizinhas muito próximas, hospitais, escolas e terrenos muito desnivelados, costumam limitar o uso de máquinas pesadas. Nesses casos, o tipo de fundação precisa se adaptar à realidade do canteiro.
Para garantir segurança e economia, os engenheiros combinam diferentes critérios técnicos e utilizam ensaios complementares.
O ensaio de placa, por exemplo, fornece dados sobre a capacidade de carga do solo, ajudando a validar a decisão final. Contudo, é usado, sempre, como critério de validação de fundações diretas. Já os ensaios PIT, podem ser utilizados como ferramenta de qualidade para validação de integridade de estacas em solos de baixa coesão. Ensaios como a prova de carga estática e os ensaios de carregamento dinâmicos são utilizados para validar os critérios de dimensionamento de carga adotados em um determinado projeto de fundação por estacas.
Com todas essas informações, a equipe pode definir com precisão entre os diversos tipos de estacas disponíveis no mercado, garantindo estabilidade e desempenho adequado para a obra.
Quais são os tipos de

estacas?
Após entender como funciona a definição do tipo de fundação ideal para cada obra, é hora de conhecer os principais tipos disponíveis no mercado.
Cada tipo apresenta características específicas e atende a necessidades diferentes, considerando o solo, a carga e o ambiente de execução. A seguir, veja os tipos mais utilizados:
1. Estaca escavada (ou estaca broca): O engenheiro executa essa estaca no local da obra, com escavação manual ou mecânica. Ela se adapta bem a solos firmes, sem presença de nível d'água e em obras de pequeno porte.
2. Estaca cravada (pré-moldada): Produzida fora do canteiro, essa estaca chega pronta para ser cravada com bate-estaca. Garante alta resistência, alto controle de qualidade do material e grande confiabilidade mas gera vibração e ruído, o que exige atenção em áreas de atenção como hospitais, escolas ou até mesmo proximidades de edificações com estrutura precária, onde as condições de patologia podem agravar, gerando custos, processos e até mesmo instabilidade estrutural em casos extremos. Por isso, para essa modalidade é crucial que seja feito um estudo detalhado com laudos cautelares nas edificações vizinhas identificando possíveis conflitos.
3. Estaca hélice contínua: Indicada para obras em regiões com presença de nível d'água. A perfuratriz injeta concreto enquanto retira o material escavado, o que reduz o risco de colapso das paredes da perfuração. Além disso, por se tratar de um processo controlado, suporta tensões maiores, do que, por exemplo estacas escavadas mecanicamente.
4. Estaca raiz: Funciona bem em locais com espaço reduzido ou acesso difícil. O sistema de perfuração rotativa permite instalação com baixo impacto em estruturas vizinhas. Além disso, permite o avanço de estacas em regiões de material rochoso, o que garante boa capacidade de suporte e segurança trabalhando em tensões elevadas.
5. Estaca metálica ou de aço: Como é feita com material produzido com rigoroso controle de qualidade é o Ideal para cargas muito elevadas e solos muito resistentes. Os perfis metálicos suportam grandes esforços. Além disso, devido a altíssima resistência a flexão podem ser indicadas a estruturas com grandes balanços, momentos elevados e baixa capacidade de avanço à perfuração.
6. Estaca de madeira: Embora menos comum hoje, ainda aparece em obras temporárias ou em locais com tradição no uso desse material, e pode apresentar boa durabilidade desde que não se tenha alta classe de agressividade ou presença de pragas.
Cada um desses sistemas compõe os diferentes tipos de estacas usados em obras no Brasil. A escolha correta depende da análise técnica do solo, das condições do entorno, das exigências estruturais do projeto e muitas vezes até mesmo da disponibilidade local determinada solução.
Construa com segurança: escolha o tipo de estaca ideal para sua obra
Conhecer os diferentes tipos de estacas e entender suas aplicações ajuda a tomar decisões mais seguras e eficientes em qualquer projeto de construção. Cada obra possui particularidades, e a escolha da fundação correta depende de estudos técnicos, testes de solo e planejamento bem estruturado. Esses testes reduzem a variabilidade, reduzindo também a probabilidade de ruína ou colapso estrutural.
Ao longo deste conteúdo, explicamos alguns dos diversos critérios utilizados na definição, dos tipos de fundação, quais são os tipos mais utilizados e como os ensaios contribuem para a segurança da estrutura.
A fundação sustenta tudo o que será construído, por isso merece atenção desde o início. Com conhecimento técnico e apoio especializado, você reduz riscos, evita custos extras e garante a durabilidade da obra.
Se você gostou deste conteúdo, continue acessando nosso blog para mais informações sobre engenharia geotécnica e soluções estruturais.
Caso precise de ajuda com o seu projeto, entre em contato com a Sammour Engenharia. Nossa equipe está pronta para oferecer consultoria técnica, ensaios de campo e suporte completo na escolha da fundação ideal para sua obra.



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